Viseu conseguiu uma evolução muito positiva da qualidade do ar, apresentando uma classificação de Muito Bom em 2019. É uma das cidades que apresenta hoje uma das melhores evoluções deste indicador a nível nacional”, afirmou o Carlos Borrego no workshop “Ambiente, sustentabilidade e alterações climáticas”.

Realizou-se no passado dia 7 de dezembro, por video conferência, o workshop “Ambiente, sustentabilidade e alterações climáticas”, integrado no projeto Viseu 2030 – 99 ideias para o futuro e quecontou com mais de 60 participantes convidados em representação de várias organizações, associações, universitários e especialistas convidados que mantiveram um vivo debate e apresentaram várias propostas para a estratégia de médio prazo para Viseu.

O workshop contou com a abertura pelo Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, na qual anunciou o objetivo de em 2021 focar a comunicação do Município de Viseu na ideia Viseu Cidade-Jardim, retomando assim a distinção atribuída à cidade nos anos 20 do século passado.

A Vice-Presidente do Município de Viseu, Conceição Azevedo, defendeu a visão estratégica para a floresta urbana e a criação de “um corredor verde que permitirá um contínuo natural que articula o património histórico, cultural e paisagístico e contribui para melhorar a qualidade ambiental da cidade e do território”.

Carlos Borrego, professor jubilado da Universidade de Aveiro, mostrou ter hoje Viseu “uma água segura e disponível a praticamente toda a população”. Viseu apresenta também uma boa qualidade do ar, medida através da emissão de partículas. Não obstante a qualidade ambiental que a cidade hoje apresenta, realçou a necessidade de estar atenta às consequências das alterações climáticas “Viseu vai estar sujeita a temperaturas elevadas e extremas, a ondas de calor e a uma diminuição dos dias frios e com geada”, afirmou. Defendeu também a aplicação de soluções urbanísticas e arquitetónicas baseadas na natureza e também as áreas verdes urbanas.

Francisco Ferreira, investigador e professor na Universidade Nova, outro especialista convidado para este workshop, defendeu ser prioritário reduzir o consumo de energia e melhorar a eficiência energética, tendo apresentado as metas europeias e nacionais que Viseu deverá ter em conta para a próxima década.

Foram várias as intervenções dos participantes no workshop e as propostas concretas de medidas a promover pelo Município de Viseu, uma delas foi a realização de um plano de aquecimento com energias renováveis dos estabelecimentos escolares de Viseu.

No decurso do debate, Almeida Henriques considerou ser “a eficiência energética a grande frustração do Portugal 2020; um vazio de 7 anos nos investimentos que são prioritários realizar e para os quais o governo evidenciou uma total falta de atenção”.