Realizou-se no passado dia 12 de novembro, por video conferência, o workshop “Cultura, indústrias criativas e património”, que contou com uma vasta participação de promotores, agentes culturais e especialistas convidados.

Cultura é economia e um ecossistema da qualidade de vida” defendeu o Vereador Jorge Sobrado que fez um balanço das iniciativas do Município de Viseu desenvolvidas nos últimos 7 anos. “Viseu era uma cidade patrimonial com um importante lastro histórico com elevado potencial, todavia não convertido em realizações”.

O workshop contou com a abertura pelo Presidente da Câmara Municipal de Viseu, António Almeida Henriques, que reconheceu ser a cultura “um pilar fundamental do desenvolvimento da cidade que pretende ver projetada como cidade de cultura que sabe interagir com os agentes culturais”.

A cultura como instrumento para o desenvolvimento económico e social de Viseu esteve no centro do debate e das intervenções dos especialistas convidados, Carlos Martins e Catarina Tente.

O setor cultural e criativo representa 4,9% do tecido empresarial nacional e é responsável por 3,4% do emprego. A circunstância de ser um setor mais expressivo em termos do seu valor acrescentado bruto do que do emprego gerado revela um nível de produtividade superior à média nacional e um maior nível de qualificação dos seus agentes.

A transição digital introduz um novo paradigma de criação, de distribuição, de consumo e de participação na cultura, o que representa para Carlos Martins uma oportunidade emergente. “O setor cultural constitui um setor da economia com retorno direto, mas também indireto, nomeadamente na sua relação com o turismo. O design, a moda, o artesanato, cinema e animação podem aumentar consideravelmente a atratividade dos destinos turísticos”.

Catarina Tente considerou o património histórico-arqueológico um ativo diferenciador e um motor de desenvolvimento para Viseu, defendendo uma atuação ao nível da sua salvaguarda e valorização, da investigação e da sua promoção e divulgação.

O debate realizado evidenciou a incerteza e preocupação vividas pelos agentes culturais no atual contexto de crise social e económica, reconhecendo a coragem do Município de Viseu em manter a cultura viva e com dinamismo. “A cultura é a identidade de Viseu” defendeu um dos participantes no debate.