Realizou-se a 15 de dezembro, por video conferência, o workshop “Proteção civil, risco naturais e tecnológicos”, quecontou com cerca de 50 participantes convidados em representação de várias organizações e especialistas que mantiveram um debate centrado na organização da proteção civil mas com muitas propostas para uma visão estratégica de Viseu num horizonte a 10 anos.

A Vereadora Cristina Brasete dirigiu os trabalhos e considerou que “o lema da proteção civil: prevenir, planear, socorrer e apoiar, constitui uma verdadeira identificação dos eixos em que se devem sistematizar as medidas a definir para o futuro“.

José Moura, doutorando em sistemas de risco e especialista em proteção civil, afirmou que “a organização da Proteção Civil em Viseu evoluiu muito e muito positivamente nos últimos anos”. Defendeu a necessidade de ser conferida uma maior coerência na organização territorial dos principais pilares da proteção civil. “A gestão de uma emergência deve ser entendida como uma atividade de partilha de recursos, responsabilidades e saberes” defendeu este especialista que afirmou ainda ter mudado a partir de 2017 o paradigma da atuação da proteção civil “porque nesse ano as vítimas mortais nos incêndios passaram a ser cidadãos e não apenas bombeiros.”

Das várias intervenções havidas no decurso deste debate foi acentuada a necessidade de ser dada uma maior atenção às alterações climáticas e uma maior importância da saúde pública, impondo-se hoje cidades mais saudáveis e amigas do ambiente. A segurança vai ganhar certamente peso acrescido nas cidades ainda que com um conceito mais alargado, não limitado a delinquência, criminalidade e insegurança, mas agora alargado aos temas da saúde, da alimentação e da cibersegurança.